terça-feira, 9 de novembro de 2010

GRAVURA EM ISOPOR

A gravura em isopor é usada como um recurso artístico e didático que reconstrói o processo da xilogravura, gravura em relevo, feita em madeira.Ela apresenta especificidades que favorecem o manuseio das crianças, por exemplo, apresentando, de uma forma geral, menos rigidez que a madeira. O isopor, mais poroso e macio, não exige as goivas ou estiletes usados para cortar a fibra da madeira, mas pelo contrário: pode ser gravado com praticamente toda sorte de objetos, desde lápis, uma ponta seca, a tampinhas, pregos etc.

UM POUCO DE HISTÓRIA

A gravura surgiu com a invenção da imprensa e acabou por revolucionar a relação do homem ocidental com a distribuição de informação e conhecimento. Nada mais e nada menos, estamos falando da invenção de uma forma de reproduzir um texto ou uma imagem repetidas vezes, ou melhor, da gravação de uma imagem ou texto em uma matriz durável (de madeira, cobre ou chumbo, por exemplo), que pode ser impressa em papel ou outro suporte, por inúmeras vezes. Na Idade Média, os livros eram reproduzidos à mão por monges e sacerdotes - um serviço que exigia grande dedicação e domínio técnico, sendo assim, bastante lento. O recurso da gravura trouxe assim uma mobilidade e uma eficiência na produção e distribuição de documentos escritos antes nunca vista. As primeiras xilogravuras da história foram usadas na confecção de estampas para tecido, cartas de baralho, assim como panfletos religiosos. Posteriormente, ela foi o recurso utilizado para a disseminação dos fatos, dos acontecimentos, de tratados de pintura, escultura e iconografia, de livros, panfletos e periódicos. Com o passar do tempo, o seu uso foi sendo aperfeiçoado, surgindo os tipos móveis e a conjugação do texto com a imagem, usando uma matriz fragmentada e montável. Ainda hoje, quando abrimos um livro ou mesmo revista, deparamos com uma imagem e a reconhecemos como uma “gravura”, mesmo que ela não tenha sido impressa por meio desta técnica. O desenvolvimento da indústria gráfica fez com que a gravura fosse substituída pelas novas tecnologias de produção. Em muitos lugares, porém, ela ainda serviu como recurso ideal, o mais prático, rápido e barato, para as necessidades factuais. Este foi o caso do interior do Nordeste brasileiro, em especial, no Ceará, onde a Literatura de Codel utilizou por muito tempo, e até hoje, da maestria dos xilógrafos locais. Os cordéis nascem de uma variante dos folhetos periódicos da época, e como, nesta época as cidades do interior não dispunham de equipamentos de produção mais avançados, apropriaram da xilogravura, criando uma manisfestação de características únicas no país. Apenas a partir do século XX, que no Brasil a gravura em madeira passa a ser vista como um suporte para trabalhos em arte. Grandes artistas surgiram, desta época até hoje, elegendo a xilogravura como suporte ideal de suas poéticas. Demonstravam afinidade e paixão pela exploração das suas propriedades e suas especificidades, revelando uma expressividade que só através do trabalho com a madeira ela seria possível. No embate físico com a madeira, onde a matéria põe resistência à mão, movido pela imaginação criadora, o artífice cria desenhos e formas, se revela e aperfeiçoa, no diálogo constante entre homem e matéria.

DESENVOLVIMENTO TÉCNICO

Para trabalhar a gravura em isopor, vamos precisar de um espaço amplo que deverá ser subdividido em outros espaços, que serão destinados a funções específicas. Podemos dividir o procedimento da gravura em três fases: desenho, gravação e impressão. Para cada atividade vamos precisar de condições e materiais diferentes, às vezes bastante diversas entre si.






2 comentários:

Anônimo disse...

achei muito intereçante
vou tentar fazer sozinha :D

Amanda disse...

Olá, que tinta você usou para fazer as gravuras? tentei com tinta acrílica e ela simplesmente não pegou no papel.
Obrigada