sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

HISTÓRIA DO CARNAVAL NO BRASIL

O Carnaval tem suas raízes em festividades pagãs da Antiguidade, como as Saturnais romanas e as festas dionisíacas na Grécia, além das tradições medievais europeias, como o Entrudo.

Origens no Brasil


No Brasil, o Carnaval chegou com os portugueses no século XVII, inicialmente com o Entrudo, uma brincadeira popular em que as pessoas jogavam água, farinha e limão umas nas outras. No século XIX, o Carnaval começou a se sofisticar, influenciado pelos bailes de máscaras franceses e pelos cortejos das Grandes Sociedades Carnavalescas, onde as elites desfilavam em carros alegóricos.

A partir do século XX, surgiram os blocos, cordões e ranchos carnavalescos, tornando o Carnaval mais popular e acessível. No Rio de Janeiro, o Cordão da Bola Preta (fundado em 1918) é um dos mais tradicionais. Foi nessa época que começaram a se formar as primeiras escolas de samba, culminando no primeiro desfile oficial em 1932.
Evolução ao longo do tempo
1930-1950: O samba se consolidou como o ritmo principal do Carnaval, e as escolas de samba começaram a disputar títulos em desfiles organizados.
1960-1980: O Carnaval de rua cresceu, e cidades como Salvador desenvolveram seus próprios estilos, como os trios elétricos criados por Dodô e Osmar.
1990-presente: O Carnaval se tornou uma grande indústria, com desfiles televisionados, camarotes de luxo e forte envolvimento comercial.

Organização de um Desfile de Escola de Samba


As escolas de samba desfilam nos chamados Sambódromos, como o Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, e o Anhembi, em São Paulo. Cada escola tem um tempo determinado para desfilar e precisa seguir um regulamento.

Elementos obrigatórios no desfile


Enredo: Tema central do desfile, contado por meio de alegorias, fantasias e samba-enredo.
Samba-enredo: Canção original que narra a história do enredo.
Comissão de Frente: Grupo que abre o desfile, geralmente com uma coreografia teatralizada.
Mestre-sala e Porta-bandeira: Casal responsável por conduzir e apresentar o pavilhão da escola.
Alegorias e Adereços: Carros alegóricos que ilustram o tema.
Bateria: Conjunto de ritmistas que dá a cadência ao desfile.
Harmonia e Evolução: O desempenho dos componentes e a fluidez da escola na avenida.
Velha Guarda: Grupo que representa os fundadores e a tradição da escola.

As escolas são avaliadas por jurados e recebem notas em diferentes quesitos, que determinam a campeã do Carnaval.

O Carnaval no Brasil é uma festa que mistura cultura, arte e identidade nacional, evoluindo constantemente para atender tanto às tradições quanto às novas tendências.

Fonte: ChatGPT

terça-feira, 5 de março de 2024

ORAÇÃO DA CRIANÇA ELETRÔNICA

 

PAPAI DO CÉU...

NÃO QUERO TE PEDIR NADA DE ESPECIAL, NEM FORA DO ALCANCE, COMO FAZEM TANTAS CRIANÇAS EM SUAS ORAÇÕES DA NOITE.

A TI, QUE ÉS BOM E PROTEGE TODAS AS CRIANÇAS DA TERRA, VENHO PEDIR UM GRANDE FAVOR; SEM QUE MEUS PAIS FIQUEM SABENDO, TRANSFORME-ME EM UM TELEVISOR, PARA QUE ELES CUIDEM DE MIM COMO CUIDAM DE SUA TV, E QUE ME OLHEM COM O MESMO INTERESSE COM QUE MAMÃE ASSISTE SUA NOVELA PREFERIDA, OU PAPAI AO JOGO DE FUTEBOL.

EU QUERO FALAR COMO CERTOS ANIMADORES QUE QUANDO SE APRESENTAM, FAZEM MINHA FAMÍLIA SE CALAR PARA OUVIR COM ATENÇÃO E SEM NENHUMA INTERRUPÇÃO.

AH! PAPAI DO CÉU, COMO EU GOSTARIA DE VER MINHA MÃE SUSPIRAR DIANTE DE MIM, COMO FAZ QUANDO ASSISTE A DESFILES DE MODA, OU DE FAZER RIR MEU PAI, TAL COMOCONSEGUEM JÔ E OUTROS HUMORISTAS, OU SIMPLESMENTE QUE ACREDITASSEM EM MIM QUANDO LHES CONTO MINHAS HISTÓRIAS, SEM PRECISAR DIZER: "é VE“DADE! EU VI NA TV!”

QUERO ME TRANSFORMAR NUM TELEVISOR PARA SER O REI DA CASA, O CENTRO DAS ATENÇÕES, OCUPANDO O MELHOR LUGAR, PARA QUE TODOS OS OLHARES SE VOLTEM PARA MIM.

QUERO SENTIR SOBRE MIM A PREOCUPAÇÃO QUE TEM MEUS PAIS QUANDO SURGE UM DEFEITO NO TELEVISOR, CHAMANDO LOGO UM TÉCNICO PARA CONSERTAR.

QUERO SER UM TELEVISOR PARA ME TORNAR O MELHOR AMIGO DOS MEUS PAIS, O QUE MAIS INFLUI EM SUAS VIDAS, PARA QUE SE LEMBREM QUE SOU SEU FILHO E AQUELE QUE AFINAL, LHES MOSTRARÁ MAIS A PAZ DO QUE A VIOLÊNCIA.

PAPAI DO CÉU, POR FAVOR, DEIXE-ME SER UM TELEVISOR AO MENOS UM DIA DE MINHA VIDA!

 

REFLEXÃO SOBRE O TEXTO

 

1 – O QUE ENTENDEU DO TEXTO?

 

2 – TE FEZ REFLETIR SOBRE O QUE?

 

3 – FAZ ALGUM SENTIDO COM A REALIDADE DA SUA FAMÍLIA? COMO?

 

4 – O QUE VOCÊ PODE FAZER PARA MUDAR ISSO?

quinta-feira, 23 de novembro de 2023

CORES

 1 - CORES PRIMÁRIAS  

São as cores puras:



2 - CORES SECUNDÁRIAS - 

Surgem da mistura de duas cores primárias:



3 - CORES TERCIÁRIAS 

Surgem da mistura de uma cor primária e uma secundária:



4 - CONTRASTE (CORES COMPLEMENTARES) 

È a harmonia conseguida com a utilização de cores opostas no círculo das cores:



5 - CORES ANÁLOGAS

É a harmonia conseguida com a tuilização de cores vizinhas no círculo das cores:



6 - CORES QUENTES

Correspondem às cores que transmitem sensação de calor, uma vez que estão associadas ao sol, ao fogo e ao sangue:



7 - CORES FRIAS

Correspondem às cores que transmitem sensação de frio, uma vez que estão associadas ao gelo, à água e à lua:


8 - MONOCROMIA

Escala tonal utilizando apenas uma cor:



https://www.tes.com/lessons/YK-dVW_Y693xFA/monocromia


9 - POLICROMIA

É a arte feita com várias cores. É o emprego de várias cores no mesmo trabalho.
POLI + CROMIA = MUITAS CORES 


Exposição 'Policromia', do artista Adriano Figueiredo. (Foto: Assessoria)

Fonte: https://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2013/10/final-de-semana-tem-exposicao-e-apresentacao-de-teatro-em-cuiaba.html

10 - HACHURA

Escala cromática utilizando apenas linhas paralelas:





11 - PONTILHISMO

O Pontilhismo é uma técnica de pintura, saída do movimento impressionista, em que pequenas manchas ou pontos de cor provocam, pela justaposição, uma mistura óptica nos olhos do observador (imagem).

Tarde de domingo na Ilha de Grande Jatte (1884-1886), tela de Seraut.

Entrada do Porto de Marselha (1911), tela de Paul Signac

A ponte de Courbevoie (1886), tela de Seraut

12 - DIVERSIFICADO

É a utilização de símbolos, formas e palavras no preenchimento dos espaços no desenho:

Romero Britto - Garden

13 - CORES NEUTRAS

Complementa a cor desejada. TONS de CINZA e de MARROM e BRANCO:

https://www.elo7.com.br/quadro-arte-abstrato-pintado-a-mao-cores-neutras-70x90/dp/DAC7EB



Pontilhismo

    O Pontilhismo é uma técnica de pintura, saída do movimento impressionista, em que pequenas manchas ou pontos de cor provocam, pela justaposição, uma mistura óptica nos olhos do observador (imagem). Esta técnica baseia-se na lei das cores complementares, avanço científico impulsionado noséculo XIX, pelo químico Michel Chevreul. Trata-se de uma consequência extrema dos supostos ensinamentos dos impressionistas, segundo os quais as cores deviam ser justapostas e não entre mescladas, deixando à retina a tarefa de reconstruir o tom desejado pelo pintor, combinando as diversas impressões registradas. A técnica de utilização de pontos coloridos justapostos também pode ser considerada o culminar do desprezo dos impressionistas pela linha, uma vez que esta é somente uma abstração do Homem para representar anatureza.Esta técnica foi criada na França, com grande impulso de Georges Seurat e Paul Signac, em meados do século XIX.

A ponte de Courbevoie (1886), tela de Seraut

Entrada do Porto de Marselha (1911), tela de Paul Signac

Paisagem em Fourchiroles, (sem data), tela de Belmiro de Almeida

Tarde de domingo na Ilha de Grande Jatte (1884-1886), tela de Seraut.



Fonte: https://artsandculture.google.com/usergallery/pontilhismo/EAJSBtd0MiNnKA?hl=pt-BR
https://www.todamateria.com.br/pontilhismo/


quarta-feira, 9 de agosto de 2023

Máscaras teatrais

    As máscaras da comédia e da tragédia são um símbolo tradicional do teatro que representam os gêneros teatrais da comédia e da tragédia, respectivamente. As máscaras da comédia são geralmente retratadas como sorridentes ou com expressões alegres, enquanto as máscaras da tragédia são geralmente retratadas com expressões sérias ou tristes.
    As máscaras da comédia e da tragédia foram usadas originalmente no teatro antigo grego, onde eram usadas para ajudar os atores a se transformarem em personagens e para ampliar suas vozes, permitindo que pudessem ser ouvidos por toda a plateia. As máscaras também eram usadas para evidenciar as características e emoções de cada personagem.
    Além disso, as máscaras da comédia e da tragédia são usadas como um símbolo universal do teatro em geral, representando os dois gêneros teatrais mais conhecidos e mais antigos. Elas também podem ser usadas para simbolizar ou representar de forma alegórica ideias ou temas mais amplos, como o bem e o mal, o riso e o choro, ou a vida e a morte.
    Em resumo, as máscaras da comédia e da tragédia são um símbolo tradicional do teatro que representam os gêneros teatrais da comédia e da tragédia, respectivamente, e que também podem ser usadas para simbolizar ou representar de forma alegórica ideias ou temas mais amplos.

História das máscara de teatro


    Em primeiro lugar, as máscaras gregas também instituíram o apogeu da civilização no século V a.C. Contudo, historicamente, as máscaras estavam presentes nos principais gêneros de interpretação do da Grécia Antiga. Sendo assim, os artefatos foram usados inicialmente nas celebrações a Dionísio, deus do vinho na mitologia grega. Posteriormente, passaram a ser usadas nas representações teatrais de tragédia e comédia.
    Nas festas diosínicas, as celebrações duravam até seis dias e, assim, faziam procissões com fantasias e máscaras gregas. Além disso, cantos líricos também compunham os eventos.
    Referente às encenações com gênero de tragédia, a natureza humana costumava ser o contexto com evidência ao domínio dos deuses sobre os destinos. Enquanto isso, na comédia, a crítica à política e à sociedade de Atenas eram os temas abordados. Não obstante, as máscaras de teatro, ou máscaras gregas, expressavam os sentimentos e emoções de tais apresentações.

Simbolismo das máscaras de teatro


    As máscaras, primordialmente, durante muito tempo, simbolizavam os seres sobrenaturais e os antepassados. No entanto, cada cultura pode ter sua própria interpretação baseada em costumes.
    Com variadas interpretações, as máscaras de teatro grego eram muito usadas para representar personagens femininos nas apresentações. Isso porque as mulheres não eram consideradas cidadãs e, portanto, também não podiam atuar. Sendo assim, elas também eram excluídas das funções importantes das cidades, e suas tarefas eram exclusivamente os afazeres domésticos e a procriação.
    No Oriente, por exemplo, os adereços eram empregados nas danças sagradas. Mesmo que não identificassem a representação de sexo dos personagens, as máscaras encobriam a identidade dos respectivos intérpretes. Dessa forma, apenas olhos e bocas ficam expostos.



    Com relação ao material de fabricação, as máscaras de teatro eram feitas com madeira, cortiça, tecido, argila ou couro. Ademais, muitas delas continham cabelos humanos e de animais como decoração. Além de representar as expressões do ator, as máscaras também serviam como megafone para que as pessoas pudessem ouvir melhor os diálogos da encenação.
    É interessante destacar que as máscaras de teatro não eram compatíveis com os tamanhos do corpo. Por isso, era necessário aumentar o figurino. Dessa forma, alguns intérpretes usavam botas de saltos altos.

Outras representações


    Semelhante aos elementos da cultura grega, os romanos também fizeram uso de máscaras de teatro. No entanto, eles as conceituavam de “personas” e “larvas”, que também indicavam as expressões emocionais e físicas. Diferente da do teatro grego, no teatro romano, os personagens usavam mais de uma máscara, de acordo com as cenas.
    Contudo, na Idade Média, as máscaras eram muito usadas em festas profanas, incluindo nas interpretações com tons de mistérios. Esse evento vinha da igreja dominante, para intensificar seus dogmas.
    Aliás, foi no Renascimento que as máscaras de teatro passaram a ser usadas pelas “farsas” nos castelos. Assim, os nobres ficavam no mesmo nível dos convidados. Logo depois, passaram a ser características da retomada do teatro popular na Europa com a Commédia Dell’Arte.



Dionísio e o Teatro


Disponível em http://portaldoprofessor.mec.gov.br/

Máscaras do teatro grego


Fonte:
https://teatrolimeira.com.br/2023/03/01/mascaras-o-simbolo-universal-do-teatro/
https://segredosdomundo.r7.com/mascaras-de-teatro/
https://www.caleidoscopio.art.br/o-ator-a-mascara-e-a-indumentaria/
https://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=17272
https://teatronasaladeaula.com.br/a-mascara/

HABILIDADES:
(EF01AR18) Reconhecer e apreciar histórias dramatizadas e outras formas de manifestação teatral presentes em seu cotidiano(inclusiveas veiculadas emdiferentes mídias, como TV e internet, e em espaçospúblicos), cultivando a percepção, oimaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório ficcional.
(EF15AR24) Caracterizar e experimentar brinquedos, brincadeiras, jogos, danças, canções e histórias de diferentes matrizes estéticas eculturais.
(EF15AR25) Conhecer e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial,de culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo-se suas matrizes indígenas, africanas eeuropeias, de diferentes épocas, favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.
(EF03AR03)Identificar e reconhecer as influências estéticas e culturais de diferentes povos indígenas e africanos nas manifestações artísticas visuais da cultura paulista, em diferentes épocas.
(EF69AR31) Relacionar as práticas artísticas às diferentes dimensões da vida social, cultural, política, histórica, econômica, estética e ética. 
(EF69AR32) Analisar e explorar, em projetos temáticos, as relações processuais entre diversas linguagens artísticas.
(EF69AR34)Analisar evalorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em especiala brasileira, incluindo suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, e favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.

Arte Indígena Brasileira

Laura Aidar
Escrito por Laura Aidar
 
Arte-educadora, fotógrafa e artista visual

    A arte indígena está presente na essência do povo brasileiro, sendo um dos pilares para a cultura do país. Cultura que é resultado da mistura de vários grupos, dentre eles os povos indígenas - os primeiros habitantes do território nacional.
    Atualmente, existem cerca de 300 etnias indígenas no Brasil, cada uma com comportamentos e costumes diferentes. Entretanto, existem várias características comuns encontradas em diversas tribos.
    Desta forma, cerâmica, máscaras, pintura corporal, cestaria e plumagem resultam em uma arte tradicional compartilhada: a arte indígena.
    Vale lembrar que a utilização de partes de animais no artesanato é exclusiva dos povos das florestas, mas sua comercialização é proibida.
    Além disso, é preocupante constatar que as expressões artísticas dos povos indígenas vem sendo destruídas rapidamente, assim como sua própria população.

Cerâmica Indígena

Peça de cerâmica da etnia Assurini, Xingu – PA

    A cerâmica é um exemplo de arte que não está presente em todas as tribos, sendo ausente entre os Xavantes, por exemplo.
    Importante destacar que os índios não utilizam a roda do oleiro e, ainda assim, conseguem desenvolver impressionantes peças.
    A cerâmica é produzida principalmente pelas mulheres, que criam recipientes, bem como esculturas. Para torná-las mais bonitas, costumam usar a pintura com padrões gráficos próprios.
    A cerâmica do povo Marajoara, cujo nome advém do local onde ela teve origem (a Ilha de Marajó) é conhecida no exterior e foi a primeira arte de cerâmica brasileira.

Máscaras Indígenas

Máscara indígena que faz parte do acervo do Museu de Arte Indígena (MAI), inaugurado em 2016 em São Paulo

    As máscaras indígenas apresentam um simbolismo sobrenatural. Elas são feitas de cascas de árvores ou outros materiais como palha e cabaças e podem ser enfeitadas com plumagem.
    Normalmente, são utilizadas em ritos cerimoniais. Um exemplo é a tribo dos Karajá, que usa máscaras na dança do Aruanã para representar heróis que conservam a ordem mundial.
    Diz a lenda que as máscaras indígenas geralmente representam entidades que conflitavam com os índios no passado. Deste modo, as festas e danças são feitas para alegrar e acalmar essas entidades.
    Há máscaras grandes, feitas com palhas compridas, que chegam a cobrir o corpo todo. A máscara de cerâmica é exclusiva dos índios da etnia Mati.

Pintura Corporal Indígena

    A pintura corporal é usada em certos rituais e de acordo com o gênero e a idade. Indicam os grupos sociais ou a função de cada indivíduo na tribo. Muitas vezes estão associadas a rituais onde ocorrem danças indígenas.
    As tintas usadas são naturais, ou seja, são feitas de plantas e frutos. O jenipapo é o fruto mais usado. Os índios o utilizam para escurecer a pele, enquanto o urucum dá o tom vermelho. Já o branco é conseguido através da tabatinga.
    São as mulheres que pintam os corpos e os desenhos têm valor simbólico, retratando um momento ou um sentimento.
    Os padrões gráficos mais elaborados são da cultura Kadiwéu. Já em 1560, essa pintura impactou os colonizadores, que ficaram deslumbrados com tamanha técnica e beleza.
    Infelizmente, hoje em dia essa tribo não realiza mais essa pintura corporal, empregando os padrões em peças de cerâmicas para vender aos turistas.

Cestaria Indígena

Exemplos de cestaria indígena

    Os cestos são utilizados para uso doméstico, na manutenção e transporte de alimentos. É produzido normalmente pelas mulheres, com variadas formas de trançados em diferentes formatos.
    Os tipos mais comuns de utensílios são:Cestos-coadores - para coar líquidos;

    Cestos-tamises - para peneirar farinha;
    Cestos-recipientes - para guardar diferentes materiais;
    Cestos-cargueiros - para transportar cargas.

Arte Plumária Indígena


Exemplo de cocar indígena - ornamento decorativo para ser usado na cabeça

    As plumas são usadas em rituais e coladas diretamente no próprio corpo. Servem também para ornamentar máscaras, colares, braçadeiras, brincos, pulseiras e cocares, que são feitos de penas e de caudas de aves.
    Assim como a pintura corporal, a arte plumária serve também para indicar os grupos sociais.
    Na maior parte são os homens que desenvolvem a arte plumária. Essa arte passa por um ritual: primeiro a caça, passando pelo tingimento (a chamada tapiragem), pelo corte nas formas desejadas, e por fim, a amarração.
    Há tribos que destinam as pinturas ao uso cotidiano, deixando as plumas para as comemorações e rituais indígenas, inclusive funerais.

Fonte:
https://www.todamateria.com.br/arte-indigena-brasileira/
AIDAR, LauraArte Indígena Brasileira. Toda Matéria[s.d.]. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/arte-indigena-brasileira/. Acesso em: 9 ago. 2023

HABILIDADES:
(EF01AR18) Reconhecer eapreciarhistóriasdramatizadas e outras formas de manifestação teatral presentes em seu cotidiano(inclusiveas veiculadas emdiferentes mídias, comoTV einternet, eem espaçospúblicos), cultivando a percepção, oimaginário, acapacidadedesimbolizar eo repertório ficcional.
(EF15AR24) Caracterizar e experimentar brinquedos, brin - cadeiras, jogos, danças, canções e histórias de diferentes matrizes estéticas eculturais.
(EF15AR25)Conhecer evalorizar opatrimôniocultural, material eimaterial,deculturas diversas, em especial a brasileira, incluindo-se suas matrizes indígenas, africanas eeuropeias,dediferentesépocas,favorecendo acons - truçãodevocabulário erepertóriorelativosàsdiferentes linguagens artísticas.
(EF03AR03)Identificar e reconhecerasinfluências estéticas e culturais de diferentes povos indígenas e africanos nasmanifestaçõesartísticasvisuaisdaculturapaulista, em diferentes épocas.
(EF69AR31) Relacionar as práticas artísticas às diferentes dimensões da vida social, cultural, política, histórica, econômica, estética e ética. 
(EF69AR32) Analisar e explorar, em projetos temáticos, as relações processuais entre diversas linguagens artísticas.
(EF69AR34)Analisar evalorizar opatrimôniocultural, material eimaterial,deculturasdiversas,emespeciala brasileira, incluindo suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, e favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.

terça-feira, 8 de agosto de 2023

TEATRO DE SOMBRAS surgimento

    O teatro de sombras é uma arte milenar que surgiu no sudeste da Ásia e é muito importante culturalmente na China, Indonésia, Malásia, Tailândia e Camboja. Constitui uma linguagem do teatro de animação, como o teatro de marionetes, de bonecos e de máscaras.
    Suas técnicas são relativamente simples: através de uma tela branca, onde um foco de luz se acende, sombras de silhuetas de figuras humanas, animais ou objetos, ao vivo ou recortadas em papel, são projetadas, remetendo o espectador a um mundo de fantasia.

O que é hysbris?

    O teatro de sombras chinês, um dos mais tradicionais do mundo, tinha como tema a vida cotidiana, trazendo os seus acontecimentos para a encenação e reforçando valores como amizade, solidariedade, respeito à autoridade e à natureza, além de ser muito comum em rituais religiosos.
    Há dúvidas de quando ele foi introduzido na Europa, mas sabe-se que no século XVIII, na Itália, alguns padres católicos o utilizaram como recursos para a educação religiosa.


FONTE:
https://www.spescoladeteatro.org.br/noticia/o-que-e-teatro-de-sombras

HABILIDADES:
(EF04AR18) Reconhecer e apreciar o teatro de sombras presente em diferentes contextos, aprendendo a ver e a ouvir histórias dramatizadas e cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório ficcional.
(EF15AR26) Explorar diferentes tecnologias e recursos digitais (multimeios, animações, jogos eletrônicos, gravações em áudio e vídeo, fotografia, softwares etc.) nos processos de criação artística.


Máscaras africanas: importância e significados

Laura Aidar
Escrito por Laura Aidar
 
Arte-educadora, fotógrafa e artista visual



    As máscaras africanas são elementos culturais de extrema importância para os diversos povos que integram a África, sobretudo para os países da região subsaariana, localizada ao sul do deserto do Saara.
    São muitos os tipos, significados, usos e materiais que compõem essas peças, sendo que um mesmo povo pode ter várias máscaras diferentes.
    Esses objetos fazem parte da enorme riqueza do continente africano, e ficaram conhecidos no Ocidente, em grande parte, por conta das vanguardas artísticas europeias. Alguns artistas dessas correntes passaram a integrar referências claras da arte africana em suas próprias obras.

Diversos exemplares de máscaras africanas

As máscaras africanas e os rituais

    Apesar de serem reconhecidas como objetos artísticos, as máscaras africanas, na realidade, representam muito mais do que meros adereços para as populações que as utilizam. Elas são símbolos ritualísticos que têm o poder de aproximar as pessoas da espiritualidade.
    Essas peças são produzidas como instrumentos essenciais em diversos ritos, como rituais de iniciação, nascimentos, funerais, celebrações, casamentos, curas de doentes e outras ocasiões importantes.
    Em geral, os rituais contam também com música e dança, além de vestimentas próprias. É criada uma atmosfera "mágica" a fim de transformar os participantes que vestem as máscaras em representações de antepassados, espíritos, animais e deuses.
    Confira um vídeo do povo Dogon, no Mali, durante ritual.


Tipos e significados das máscaras africanas

    As máscaras africanas possuem significados diferentes umas das outras, dependendo da ocasião, da cultura e do povo que as utiliza.
    Algumas têm formas abstratas com padrões geométricos, como é o caso das peças usadas pelo povo Bwa, localizado em Burkina Faso. Para eles, esse tipo de adereço é relacionado diretamente com os espíritos da floresta, seres invisíveis.
    Já o povo Senufo, da Costa do Marfim, possui máscaras que valorizam a paciência e o pacifismo, expressos pelos olhos semicerrados.

À esquerda, máscara do povo Bwa. À direita, máscara da etnia Senufo

    Diferente deles, os Grebo, também da Costa do Marfim, usam máscaras que exibem olhos bem abertos e redondos. Esse tipo de olhar se relaciona a um estado de atenção e atitude raivosa.
    Há também as máscaras que atuam como símbolos de animais, trazendo à tona as características desses bichos, como a força do búfalo, por exemplo.
    Algumas culturas se utilizam ainda de representações femininas em suas máscaras, como é caso da cultura Punu, no Gabão, do povo Baga, de Guiné-Bissau e dos Idia, em Benin.

À esquerda, máscara do povo Grebo (Costa do Marfim). À direita, máscara Punu (Gabão)

Produção e materiais das máscaras africanas

    São muitos os materiais utilizados como suporte para a confecção dessas peças. O mais comum deles é a madeira.
    Além da madeira, elas podem ser feitas com couros, tecidos, marfim, cerâmica e metais como o bronze e o cobre. Pode-se acrescentar ainda outros elementos, como cabelos e chifres.
    O respeito em torno desses objetos é enorme e o artesão que os produz precisa ser um iniciado na tribo. Ele realiza rituais para que tenha a permissão de criar essas peças, que serão uma espécie de retrato dos anseios coletivos.

Vídeo sobre a arte africana

    Segue um documentário do programa Nova África, TV Brasil, que apresenta particularidades acerca da arte africana, com destaque para as máscaras.


Fonte:
https://www.todamateria.com.br/mascaras-africanas/
AIDAR, LauraMáscaras africanas: importância e significados. Toda Matéria[s.d.]. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/mascaras-africanas/. Acesso em: 8 ago. 2023

HABILIDADES:
(EF01AR18) Reconhecer eapreciarhistóriasdramatizadas e outras formas de manifestação teatral presentes em seu cotidiano(inclusiveas veiculadas emdiferentes mídias, comoTV einternet, eem espaçospúblicos), cultivando a percepção, oimaginário, acapacidadedesimbolizar eo repertório ficcional.
(EF15AR24) Caracterizar e experimentar brinquedos, brin - cadeiras, jogos, danças, canções e histórias de diferentes matrizes estéticas eculturais.
(EF15AR25)Conhecer evalorizar opatrimôniocultural, material eimaterial,deculturas diversas, em especial a brasileira, incluindo-se suas matrizes indígenas, africanas eeuropeias,dediferentesépocas,favorecendo acons - truçãodevocabulário erepertóriorelativosàsdiferentes linguagens artísticas.
(EF03AR03)Identificar e reconhecerasinfluências estéticas e culturais de diferentes povos indígenas e africanos nasmanifestaçõesartísticasvisuaisdaculturapaulista, em diferentes épocas.
(EF69AR31) Relacionar as práticas artísticas às diferentes dimensões da vida social, cultural, política, histórica, econômica, estética e ética. 
(EF69AR32) Analisar e explorar, em projetos temáticos, as relações processuais entre diversas linguagens artísticas.
(EF69AR34)Analisar evalorizar opatrimôniocultural, material eimaterial,deculturasdiversas,emespeciala brasileira, incluindo suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, e favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.


 

quinta-feira, 27 de julho de 2023

MÁSCARA

Atualmente é comum o uso da máscara como acessório em diferentes manifestações culturais, porém esta prática já acontecia em tempos remotos. Ao observarmos alguns povos ou tribos que ainda hoje mantêm suas tradições ritualísticas, percebemos exemplos vivos do quanto o uso da máscara possui um valor distinto no cotidiano dessas culturas. Nesses povos a máscara tem uma função mágica, ritualística, simbolizando na maioria das vezes, seres que possuem a capacidade de protege-los do inimigo, do desconhecido, livrando-os de doenças e proporcionando a vitória nas guerras. Também tinha a função de homenagear os deuses ou personifica-lo para que pudesse contribuir para uma melhor semeadura e colheita, assegurando a subsistência de toda a coletividade. Em todos os continentes, principalmente na área abaixo da linha do equador, encontramos culturas que preservam o uso da máscara em seus rituais sagrados. A máscara ritualística, na cultura ocidental, é marcante no auge da civilização egípcia, cujo povo acreditava na vida após a morte e em seus rituais funerários utilizavam máscaras para realização da mumificação.

A civilização grega teve seu apogeu no séc. V a.C., período no qual o teatro também havia se desenvolvido a partir dos rituais das festas dionisíacas às apresentações das tragédias e comédias gregas. A máscara acompanha a mesma evolução, passando de ritualística para teatral. Há indícios de que teria sido Téspis, o primeiro ator da história do teatro ocidental, a usar uma máscara para fins dramáticos, porém não se pode afirmar com clareza por citarem os nomes de se seus contemporâneos Haerili e Phrynicus. A máscara teatral grega inicialmente era confeccionada de materiais como: folhas, madeira, argila e couro. Ela possuía diferentes funções quando em cena, tais como proporção maior que a face do ator e os traços expressivos acentuados, para que todo o público pudesse assimilar o caráter do personagem.


É importante ressaltar que o teatro grego era realizado a céu aberto, e para um público numeroso que ocupava a arquibancada escalonada em torno da orquestra circular. As máscaras também portavam grandes perucas, e no local em que se encaixava a boca havia uma espécie de cone que permitia uma maior propagação da voz. Essas máscaras eram desproporcionais ao tamanho do corpo humano, exigindo desta forma redimensionar todo o figurino para acompanhar a proporção estética, inclusive utilizando botas de saltos altos.

Os romanos, ao se apropriarem de diferentes elementos da cultura grega, absorvem o uso da máscara em seu teatro denominando-as “personas” e “larvas”. Estas denominações não eram apenas para o objeto cênico “máscara”, mas também para indicar as características expressivas e físicas da personagem. No teatro romano era comum a utilização de mais de uma máscara em cena, onde de acordo com a expressão, derivada da ação, trocava-se de larvas. É importante lembrar que o “elmo” pode ser considerado máscara se o classificarmos como máscara de guerra.
Na Idade Média, a máscara passa a ser mais utilizada nas festas profanas, não deixando de fazer parte dos “mistérios”, forma de espetáculo fomentado pela igreja dominante com o intuito de propagar seus dogmas. Mas é no Renascimento que a máscara adquire novas características, primeiro pelas “farsas” apresentadas nos castelos, onde a nobreza as usava como forma de nivelar os convidados presentes, fazendo parte do próprio traje, segundo pela retomada do teatro popular em toda a Europa com a Commédia Dell’Arte.

Harlequin, personagem da Commédia Dell'Arte. Foto: Eugene Ivanov / Shutterstock.com

Máscaras sociais são as atitudes sociais que precisamos assumir nos mais diferentes tempos e espaços da sociedade contemporânea. Bertolt Brecht utilizou a palavra “gestus” para se referir às atitudes sociais nas inter-relações dos personagens. As relações de poder entre os personagens causam o “gestus” brechtiano, ou melhor, a máscara social do personagem. Esta máscara social não precisa ser efetivamente um objeto para colocar no rosto, mas uma canção, uma palavra, uma atitude, ou um acessório cênico. A palavra “gestus” vem da gestalt.
Hoje a máscara ainda é acessório importante em nossa sociedade, sendo utilizada em festas folclóricas, rituais sagrados, e em outras situações que expressam a nossa tradição cultural.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

JANSEN, José. A máscara no culto, no teatro e na tradição. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Saúde, 1952.
KOUDELA,Ingrid Dormien. Brecht na Pós-modernidade. São Paulo: Perspectiva, 2001.
KOUDELA,Ingrid Dormien. Um Vôo Brechtiano. São Paulo: Perspectiva, 1992.
VASCONCELLOS, Luiz Paulo. Dicionário de Teatro. Porto Alegre: L&PM, 2001.

Fontes:
https://www.infoescola.com/artes/mascara/

HABILIDADES:
(EF06AR26) Explorar diferentes elementos envolvidos na composição de acontecimentos cênicos da comédia e da farsa, do circo-teatro (teatro circense) e do circo (figurinos, adereços, maquiagem/visagismo, cenário, iluminação e sonoplastia) e reconhecer seus vocabulários.
(EF06AR28) Investigar e experimentar diferentes funções teatrais (ator, figurinista, aderecista e maquiador/visagista etc.) e compreender a relação entre elas nos processos de criação de personagem.
(EF07AR30) Compor cenas, performances, esquetes e improvisações com base em textos dramáticos ou outros estímulos (música, imagens, objetos etc.), explorando o teatro de animação e considerando a relação com o espectador
(EF08AR26) Explorar diferentes elementos envolvidos na composição de manifestações cênicas de matriz indígena, africana e afrobrasileira (figurinos, adereços, maquiagem/visagismo, cenário e sonoplastia) e reconhecer seus vocabulários.
(EF08AR28) Investigar e experimentar diferentes funções teatrais (ator, figurinista, aderecista, maquiador/visagista, cenógrafo, iluminador, sonoplasta, produtor, diretor e assessor de imprensa etc.) em processos de trabalho artístico coletivos e colaborativos, e compreender as características desse processo de trabalho.
(EF09AR26) Explorar diferentes elementos envolvidos na composição dos acontecimentos cênicos do drama, do teatro contemporâneo e do cinema (figurinos, adereços, maquiagem/visagismo, cenário, iluminação e sonoplastia, incluindo o recurso a tecnologias digitais) e reconhecer seus vocabulários.
(EF09AR28) Experimentar diferentes funções teatrais (ator, figurinista, aderecista, maquiador/visagista, cenógrafo, iluminador, sonoplasta, produtor, diretor e assessor de imprensa etc.) em processos de trabalho artístico coletivos e colaborativos, e discutir os limites e desafios desse processo de trabalho.
(EF69AR31) Relacionar as práticas artísticas às diferentes dimensões da vida social, cultural, política, histórica, econômica, estética e ética.
(EF69AR32) Analisar e explorar, em projetos temáticos, as relações processuais entre diversas linguagens artísticas.
(EF69AR34)Analisar e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, e favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.
(EF69AR35)Identificar e manipular diferentes tecnologias e recursos digitais para acessar, apreciar, produzir, registrar e compartilhar práticas e repertórios artísticos, de modo reflexivo, ético e responsável.